sábado, 24 de junho de 2017

SÃO JOÃO, O SOLSTÍCIO... E O PRAZER


Há dias ouvi uma explicação muito interessante para a razão de ter a Igreja colado a festa de São João ao Solstício de verão e a festa do Natal ao solstício de Inverno. Já se sabe que ambos os solstícios se celebravam pelo paganismo, e antes do Cristianismo, daí a popularidade destas festas.
O Natal ficou colado ao solstício de Inverno porque era a festa dedicada ao deus Sol Invicto, quando a Luz vence as trevas e o Sol começa a subir no horizonte e os dias a crescer. Ao contrário, o Solstício de Verão marca o momento em que o Sol atinge o seu auge para começar a descer no horizonte e os dias a diminuir, até que chegue, de novo, o Natal.
No extraordinário Evangelho de João (não o Baptista de que se celebra hoje, mas o evangelista), no capítulo 3, versículos 28 e 30, pode ler-se o que João Baptista afirmou: “Eu não sou o Cristo, mas sou o enviado à frente dele… Ele tem de crescer; e, eu, de diminuir”. Por isso o São João calha no solstício de verão para que comece a diminuir, para que depois Cristo possa crescer, quando “nascer” pelo solstício de Inverno.
A sabedoria da Igreja que tão bem sincretizou o mundo antigo com o mundo novo dos valores cristãos, é um exemplo para a nossa modernidade que se passeia na espuma dos dias como se não tivesse memória.
Viva o São João com o seu alho porro fálico (agora é martelinhos), mais a paixão da fogueira noturna, sensualidade e o erotismo que nos distingue dos demais animais, logo acalmada pelo orvalho matinal, simbolizado nas águas das cascatas, a lembrar o final orgástico, para que os casamentos sejam alegres, felizes e fecundos, e prazerosos, já agora!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

PAÍS DE COMEDIANTES


Uma agência europeia procura uma nova cidade para sede que substitua Londres, tornada incapaz devido ao brexit. Itália oferece Milão, uma cidade equidistante dos grandes centros europeus e com dois aeroportos a servi-la. Espanha propõe Barcelona, a cidade ibérica mais próxima do centro da Europa, servida por um importante porto mediterrânico e um aeroporto com 44 milhões de passageiros por ano, o dobro do de Lisboa.
Portugal aventura-se e propõe o melhor que tem em comparação com o que oferece Milão e Barcelona: Lisboa. Os senhores deputados da Nação votam unanimemente e com aclamação a escolha, que acham, e bem, poder ser uma aposta vencedora.
Os mesmos deputados, que aparentemente não conhecem as propostas em que votam, acompanhados por Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, vêm agora para a rua rasgar as vestes porque o Porto, Braga, Coimbra, e até a Guarda podiam cumprir o desiderato se o governo não fosse tão centralizador. Eu pergunto-me porque ficam as Caldas da Rainha de fora? Tem o mais antigo hospital termal do mundo, e isso deveria ser levado em consideração.
Se há alguém com juízo na Europa, não ganharemos o lugar, mas o prémio de país de melhores comediantes ninguém nos tira.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ESTOU COM O TRUMP. AMBIENTE IS FOR SISSYS


Estou encantando com a clarividência do Trump. Que se lixe o ambiente, a moral e a ética. Tem petróleo e carvão, é só continuar a ganhar dinheiro e isso é que interessa. Make America great again! Voltemos ao tempo dos índios e cowboys.
Os outros que se amanhem a inventar a tecnologia do futuro que permitirá libertar o mundo das fontes fósseis e finitas de energia, e assim liderarem a indústria, e monopolizarem o comércio garantindo a riqueza futura, como a China se prepara para fazer.
- Espera lá? Mas ó Trump, esta coisa do aquecimento global fez com que a indústria se pusesse a caminho na outra direcção. Vais ficar de fora. Vais deixar de vender aos outros os velhos Fords porque depois só vão querer carros elétricos, e quando precisares vais ter de comprar à China. Dahhhh!
- The Chinese are bad, very bad. Covfefe for them!
- Ó Melania, anda cá depressa que o teu homem não se está a sentir muito bem!